Acidentes nucleares são mais prováveis de acontecer do que se imaginava.

Levando em conta todas as horas de funcionamento, de todos os reatores nucleares civis do mundo, e contrapondo o resultado ao número de vazamentos nucleares que ocorreram até hoje, cientistas do Instituto Max Planck, na Alemanha, calculam que esses eventos podem ocorrer uma vez a cada 10 a 20 anos, Ou seja, cerca de 200 vezes mais frequente do que o estimado até agora.

Os pesquisadores também determinaram que, no caso desses acidentes graves, metade do césio-137 radioativo se espalha por uma área de mais de 1.000 quilômetros de distância do reator nuclear.

Cerca de 25% das partículas radioativas são transportadas a mais de 2.500 quilômetros de distância.Segundo a Agência Internacional de Energia Atômica, uma área é definida como estando contaminada com radiação quando a concentração alcança esse patamar. A situação é muito mais grave na Ásia, devido à elevada densidade populacional.

Em vista de suas descobertas, os pesquisadores pedem à própria comunidade científica que faça uma análise aprofundada dos seus dados, reavaliando os riscos associados com as usinas nucleares.

O acidente nuclear em Fukushima intensificou a discussão sobre energia nuclear em todo o mundo. Desde então, o Japão desligou todos os seus reatores nucleares, e a Alemanha anunciou fim do seu programa de energia  nuclear.


Para determinar a probabilidade de um colapso nuclear, os pesquisadores aplicaram um cálculo simples. Eles dividiram o número de horas de funcionamento de todos os reatores nucleares civis em todo o mundo, do início do seu funcionamento até o presente, pelo número de colapsos de reatores que ocorreram na prática, ou seja, em vez de estimativas teóricas e cálculos de probabilidades estatísticas, eles usaram os dados históricos reais.

O número total de horas de funcionamento alcança 14.500 anos, enquanto o número de fusões de reatores foi de um a quatro em Chernobyl e três em Fukushima – não há dados sobre Chernobyl suficientes para precisar se apenas um dos reatores explodiu.

Atualmente, existem 440 reatores nucleares em operação no mundo, com planos para construção de outros 60.

Os pesquisadores não consideraram em seus cálculos as idades e tipos de reatores, e nem se eles estão localizados em regiões de maior risco, por exemplo, por terremotos, o que pôde ser visto no vídeo acima. Afinal, dizem eles, é virtualmente impossível prever tais riscos, uma vez que ninguém havia previsto a catástrofe dos reatores no Japão.

Fonte: I.T